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27.5.11

Ele simplesmente não está a fim de vc, Carolina.

Acorda.

Mas que coisa, cara. Que dificuldade.

Deixa passar. Para de ficar pensando. Anda. Um, dois, tres já.

____

Ok. Eu continuo esperando que o sopro divino se abata sobre a cabecinha do fulano.


2.12.10

- Quero muito ir pra Turquia! Meu sonho de consumo!
- Pra que? Pra comer com a mão? Meio anti-higiênico isso...
- Não. Pra andar de balão na Capadócia.

¬¬

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Tem gente que passa batido pela vida e nem se dá conta, né?

26.10.10

travessia

dia 4 de agosto descobrimos um câncer no intestino do meu irmão.

eu poderia contar as minúcias de tudo: do medo, do pavor, do desespero, da dor, do medo, do medo, do medo. de todos os sustos que levei quando o telefone tocava, de quão incompreendida eu fui. poderia contar todos os detalhes de sadismo da unimed que atrapalhou onde pode atrapalhar.

prefiro falar de quão compreendida eu fui, de todo carinho, amizade, conforto que encontrei pelo caminho: amigos, amigos, amigos, nossa família e todo suporte que eles puderam nos dar fosse ele emocional, físico, material.

engraçado, as pessoas dizem "puxa, que barra". nunca pensei assim. nunca encarei tudo que nos ocorreu como uma "barra pesada". nunca coloquei mais peso no que é pesado por si. simplesmente atravessamos. foram duas cirurgias, algumas complicações e a prova de que deus existe e ele nos carrega no colo em momentos assim.

o que eu posso dizer hoje, dia 26 de outubro, após 53 dias internada junto com meu irmão é que não sou mais a ana carolina duarte que entrava na Venerável Ordem Terceira da Penitência quando ele se internou. não somos mais a mesma família. nós amigos não são os mesmos. tudo mudou pra melhor. muito melhor.

assim que tivemos o diagnostico dele,pesquisei algumas coisas do que poderia significar um câncer espiritualmente falando e sempre lia que era um presente de deus. não entendia. agora entendo. e agradeço a deus pela possibilidade de transformação tão radical.

sou (somos) eternamente gratos a todos que cruzaram nosso caminho no percurso. aos nossos amigos de anos, de outras vidas, vá saber. aos médicos que salvaram a vida do meu irmão, tão competentes, tão presentes, sempre tão disponíveis às nossas pirações de família. aos enfermeiros que estiveram junto 24h nos levando cuidado, carinho e risadas. às irmãs (era um hospital católico) que sempre, sempre, sempre nos levaram paz.


no mais é isso: bola pra fente que atrás vem gente.

:)


30.9.10

Eu disse, eu disse, eu disse OU confete em mim mesma.


Não foi um dos elogios mais bonitos do mundo mesmo?Amizade é um troço assim: a gente se ama, ri, conversa, briga, deixa de se falar, depois pede desculpas e fica tudo na paz novamente.
Brigada, Nando. Meu dia foi muito mais feliz lendo esse email. :)

19.5.10



O temperamento dos que têm Oyá como òrisà de cabeça costuma ser instável, exagerado, dramático em questões que para outras pessoas, não mereceriam tanta atenção e principalmente, tão grande dispêndio de energia. Eles fazem mesmo tempestades em copo d’água e perdem amizades de vidas inteiras por não avaliarem corretamente as acusações que são capazes de fazer num momento de explosão, pois para eles aquele momento é de guerra; a pessoas que está à sua frente é o inimigo e só uma palavra de ordem serve para eles: aniquilar, destruir. Podem ser particularmente mesquinhos em suas vinganças, exagerando o número de atitudes que tomam se comparado com o primeiro móvel de sua vingança.

São do tipo Yansã aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questão de mostrar, a todos, aspectos particulares de sua vida. É verdade que certo exibicionismo pode fazer parte do seu arquétipo, mas os filhos de Yansã não desejam apenas atrair a atenção dos outros quando socializam suas emoções. Mais do que isso querem efetivamente dividir a grande alegria, expor o grande prazer para ele poder ser compartilhado, querem que todos estejam imbuídos dos mesmos sentimentos que vivem naquele momento, pois tais emoções parecem tão fortes que, para um filho de Yansã, elas devem ser capazes de contagiar a todos.

Como este é arquétipo que gera muitos fatos, é comum que pessoas de Yansã surjam freqüentemente nos noticiários. Se para elas cada ato é dimensionado numa visão grandiosa, cada gesto deve ser conseqüências arrasadoras ou empolgantes; não é difícil perceber-se que são geradoras natas de noticias.

Ao mesmo tempo, é um caráter cheio de variações, de atitudes súbitas e imprevisíveis que costumam fascinar senão aterrorizar os que os cercam e os grandes interessados no comportamento humano. Essa é uma razões que levam os ficcionistas a mostrar tipos de Yansã em seus personagens, pois passam a ter nas mãos figuras que conduzem as histórias com muita liberdade, conduzindo as tramas para caminhos insuspeitados, abrindo um leque de opções para quem trabalha com a imaginação. São, como se diz, prato cheio para quem lida com o comportamento humano e para quem narra histórias sobre esse comportamento. A Gabriela de Jorge Amado, por exemplo, se encaixa bem nesse tipo, pois, quando deseja, tira os sapatos, joga-os para o ar e sai brincando com as crianças na rua, feliz porque o sol bate em sua pele, porque é gostoso brincar de roda, esquecendo os horários e as obrigações, porque naquele dado momento de sua vida encontrou uma fonte de prazer deliciosa, que talvez não exerça o mesmo encanto amanhã.

Os filhos de Yansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas só o conseguem com os que não os conhecem detidamente. Ou se conseguem, será apenas por pouco tempo, pois uma contrariedade, uma vontade não satisfeita, um incidente menor pode fazer o caldo entornar e a pessoa ter uma espécie de acesso de fúria, despejando tudo o que mantinha escondido, transformando sua tentativa em ser surpreendente num mero segredo de polichinelo. A longo prazo, um filho de Yansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões.

Eles têm uma tendência a desenvolver vida sexual muito irregular, pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem terminar mais inesperadamente ainda.

São muito ciumentos, possessivos, muitas vezes se mostrando incapazes de perdoar qualquer traição que não a que ele mesmo faz contra o ser amado, Yansã tende para o autoritarismo e sua mutabilidade faz com que o gênio de seus filhos seja muito difícil,mudando a cada momento, sem que os outros estejam preparados para essas guinadas.

Apesar de teoricamente prezarem a sinceridade, podem mostrar-se traiçoeiros com as pessoas que elegem como seus inimigos – inimigos esses que surgem às pencas, já que, perante a agressividade e a tendência à arrogância dos filhos de Yansã,não são poucos os que se rebelam.

Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos para seu circulo mais íntimo.

Profissionalmente, um filho de Yansã pode dar-se muito bem por causa de sua obstinação.

Se consegue descobrir seu verdadeiro talento, pode destacar-se, pois fará tudo o que é possível ,e um pouco mais, para ser conhecido dentro de sua carreira, querendo acima de tudo ser respeitado.um problema, porém, pode atrapalhar tudo: a inconstância com que vê sua vida amorosa; outros detalhes podem também contaminar os aspectos profissionais. Assim, não é de se espantar que um filho de Yansã não consiga fixar-se no mesmo trabalho e, por isso, não atinja nenhum tipo de sucesso.

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Epaiêio, minha mãe.

18.5.10

tratado sobre o amor, 73487465³²¹ parte

desamar é tão bom quanto amar.


(eu no twitter, na semana passada)

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O amor chega vestido de branco. De gargalhada, de leveza, de alegria, de pulsação, de ansiedade. Vem cheio de vontade. Vem cantarolando Elephant Gun. Arrepio, saliva, novidade e alegria que não cabe nas horas.

e lá pelo meio da historia, sabe-se lá porque - talvez por falta de habilidade ou por descuido - ele se veste de roupas mais pesadas, aqueles casacões que a gente pensar em comprar quando pensa em ir passar férias de final de ano na europa. (ah, nem vem, você também já namorou essas vitrines com aqueles casacos, luvas, gorros que nunca vamos usar no Rio de Janeiro). ciúme, cotidiano, mesmice, ironias, falta de paciência. tudo empilhado no coração, a alma perdida lá embaixo. E a alma é que nem plantinha, só fica numa boa quando tem luz pra crescer. o amor vai se transformando no sua meia-irmã infeliz que nem gosta dos dias de maio, a posse. E posse é o inferno. É o inverno. E ela é tão sufocante, tão covarde. ela aprisiona, mata, faz picadinho do pobre do amor.

E aí, quando a gente finalmente consegue desapegar, o amor vai embora junto, agonizante. E a gente respira leve mais uma vez.

Isso, evidente, não acontece sempre. às vezes a gente areja a vida, não deixa que mofemos no tempo. às vezes,m a gente consegue se reinventar, reinventar o amor todo santo dia.

17.5.10

"É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela." Friedrich Nietzsche
(via @RaphaelDrummond)

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Hm, indo nessa linha de raciocínio, eu abrigo uma galáxia inteira.
eu tento me distrair de mim mesma.

nunca consigo.

(aliás, consigo apenas quando eu me distraio e não tento)

21.4.10

Não adianta, eu vou atrás do amor. A sombra dele desponta lá na casa do cacete e lá vou eu arrumar minhas trouxinhas e seguir em direção a ele. Invariavelmente vou com o peito cheio de esperança e alegria e com a pior frase do mundo colada na minha testa. "AGORA VAI".

Só que o carro é 1000 e ele morre nas ladeiras.

E ái de quem venha me dizer que eu preciso cuidar do meu jardim pra atrair borboletas, que sou a maçã do topo. Vai levar uma porrada.

Primeiro: quero atrair amor e não borboleta.

Segundo: maçãs do topo são chatas, mal comidas e metidinhas a besta. Inacessíveis. Nunca conversam com o barman, nunca pedem música ao DJ, nunca dão trela pra ninguém. Gente chata, meu deus. Tão lá, vermelhonas, maduras e intocadas. Eu não. Eu gosto de ir em boteco e tomar cerveja naquele copinho de boteco. Eu sou legal (rá)... ééé... hummmm... bom... e sento num boteco e como costela de porco com a mão rememorando minha ascendência vicking.

É isso. Cartas para redação.

:)

___________

Pérola filosófica do dia.

Eu e meu irmão indo ao Leblon ontem.

Ele: Hmmmmm, tá bonita. Fez escova, né?
Eu: Brigada! Fiz...
Ele: Aprende, carolina: nenhuma mulher consegue homem sem fazer escova. Nem reclama.

Adoro a sinceridade.


19.2.10

mais do mesmo. e chega, né?

Eu tenho inveja dessas pessoas que desde cedo veem a vida como ela é. Descomplicada. Simples. Fácil. Sem grandes arroubos. Essas pessoas que resolvem tudo logo cedo e evitam esquentações de cabeça depois.

Exemplo? Eis:

Eu tenho uma amiga que morava no mesmo condomínio onde eu morei quando criança. Lá, aos 11 anos, conheceu um menino. Ele era engraçado e logo, logo ela prestou atenção nele. Com 12, começaram a namorar. Com 20, noivado. Com 22 , CASAMENTO. Teve festa.. Eles têm um apartamento. Têm emprego. O marido ela? Gente boa toda vida, um pai super responsável. Ah, sim, claro, eles tem um filho lindo, lindo, lindo, simpático, esperto, levado. Entendeu? La foi lá e fez o que tinha de ser feito. Com 12 anos.

Quando ela casou eu achei que era loucura. “Mas como assim, casar aos 22 sem nem ter vivido. Nãããããooo, jamais casaria assim, tão nova”.

Honestamente? Sinto ódio da minha arrogância. Tão burro isso.

Aí eu, sabichona, fui viver. Uau, vou viver, vento embaraçando os cabelos, coração saltitante. Uma pirueta, duas piruetas. Bravo. Bravo.

Nossa, uau, como foi divertido tomar um pé na bunda atrás do outro, dar pra caras que me faziam ter ânsia de vômito de mim mesma no dia seguinte, conseguir porres homéricos e ressaca moral no dia seguinte. E caganeiras. A verdade precisa ser dita: beber dá caganeira. Das brabas.

Legal. Super bacana.

Sendo assim, comecei a redefinir o conceito do que seria viver.



VIVER=ser felizPE-LE-JA.

Por que?

Simples:

PORQUE EU ACHEI QUE A VIDA FOSSE UMA COMÉDIA ROMÂNTICA.

E, oi!, não é.


A vida foi, simplesmente, tropeçar em caras errados, escolher a profissão equivocada e beber além da conta. No mais... Bom, não tem “no mais”.

Mas neeeeeeem de longe.

E só fui conhecer WoodyAllen quandoo circo já estava armado. E eu era a palhaça. Se ele tivesse feito e eu tivesse visto Whatever works lá com 7 anos de idade, eu teria uma outra perpectiva do amor, da falta de sentido da vida, dos encontros e desencontros e eu certamente não teria catado tanto cavaco por aí. (ia escrever tomar na bunda, mas achei grosseiro).

Com 1 ano e meio me apaixonei pelo meu pai, aos 5 eu me apaixonei pelo He Man. Depois, pelo Ken, namorado da Barbie. Aos 13, pelo vizinho da frente (que nem sabia que eu existia, evidentemente), aos 18 consegui meu primeiro namorado (sim, aos 18. reflita), aos 21 terminei o namoro porque queria VIVER.

Toma totoma.

Meninas de 21 anos: não queiram viver. Sosseguem esta xereca aí, por favor. Fica com o seu namorado que tá bom demais. Sabe aquela montanha de músculos que vc quer ficar? Pois bem, vc vai ficar com ele. E só. Juro.

No fundo, a vida é simples. Bem simples. Aí a gente cai numas fantasias megalomaníacas e se enreda todo. Pelamordedeus.

Vou dar uma dica preciosa. Prestem atenção:

A equação é a seguinte: alegria = boas escolhas +sorte.

E você pode estar achando isso o óbvio ululante que pulula em vossos corações. Mas NÃO É. Perceba: eu sempre rechacei qualquer ideia que fizesse meu futuro se assemelhar com qualquer coisa que fosse menor que apoteose. Queria um master emprego, queria uma paixão dessas de filme, dessas que a gente tem apenas notícia mas que nunca viu de perto. Meninas, isso não existe. De verdade.

E com 30 anos você só vai querer um cara legal, que queira cuida de você, que queira ter um filho contigo, um cachorro, que não se importe de pagar a conta do celular quando você extrapolar e que te fale, romântico, uma coisa mais ou menos assim.

Não há apoteose na vida real. E isso, você vai ver, é bem legal, acredite.

24.12.09

Se liga, Bom Velhinho.

Querido Papai Noel,

Venho por meio desta lhe pedir:

1. Dinheiro. Se ele vier fácil, melhor ainda. Mas, se for preciso, eu gostaria de ganhá-lo com meus docinhos. Tipo dominar o mundo com eles mesmo.

2. Saúde, porque ficar doente é ruim demais. Tive uma gripe dia destes e, pelamordedeus.

3. Saúde pras pessoas que eu amo. Porque sim, ué.

4. Um namorado. Ai, às vezes eu preciso de um cafuné e escutar uma voz masculina preocupada comigo. Bom, né? (e que ele seja compativel comigo, que ele saiba coisas básicas como, por exemplo, que o verbo haver, no sentido de existir, não se flexiona. Que ele saiba quando usar "mas" e "mais". E que mexer é com X e não com Ch. Assim como quiser é com S e não com Z. Isso parece besteira, mas determina relações. Sério. Que ele sabia coisas fundamentais, como por exemplo, que minha flor predileta é o lírio rosa, mas que ele pode me dar girassois também porque eu gosto. Que ele me faça gargalhar e que ele ria de mim e comigo. Que ele seja relax, que ele não queira cagar regra sobre tudo, que ele não seja engajado politicamente porque alienação é vida, assim como bacon. Papai Noel, pensa: bacon é vida. Tem um monte de outras informações, mas não floodarei aqui. Não agora. Ah, sim. Importante. GATO. GATO. GATO. Grata.

5. Que eu entenda as coisas que meu chefe diz. Dia destes ele me perguntou se eu vi o melhor cosplay do ano. Respondi: "não!!". Ele disse: "então, vou te mostrar". De fato, eu não sei se ele mostrou, uma vez que eu não faço a menor idéia do que seja "cosplay". A vida é dura.

6. Dinheiro. Se ele vier fácil, melhor ainda. (sim, de novo. Dinheiro nunca é demais)

7. Emagrecer uns quilinhos é legal também.

8. Um Macbook.

8. Pode dar uma olhada na minha lista de presentes se vc tiver alguma dúvida.

É isso.
Valeu, cara! Tô no aguardo.

beijão

_____

Saúde. Dinheiro. Amor. Amor. Amor. Paz. Que cruzemos com pessoas de bem este ano. E se cruzarmos com mau carateres, que eles deixam pouco ou nenhum rastro na nossa história.
Ano que vem tamo junto, mano. Yoooo.
:D

19.12.09

released




Eu podia estar com raiva
Eu podia estar triste.
Eu podia estar chorando pitangas.
Mas meu coração tá levinho.
Leve. Leve. Leve. Leve que nem a casa que voa.
Tão leve que até sorri.

I AM RELEASED. :D



Caceta, ter 30 anos faz um bem danado. Se eu soubesse que era assim, tinha feito antes!

15.12.09

TRINTA ANOS.

Aí, quer saber a verdade? A verdade é que tô cansada. Exausta.

Quer a notícia boa agora? Dessa vez, NÃO é de mim. É de uma parte da humanidade de uma forma geral. Mais ou menos 97% das pessoas que: ou são loucas, ou se fazem de, ou são bem mesquinhas, pequenas mesmo. Sabe aquele tipo de gente que se regogiza quando acha que te sacaneou? Pois bem, quero que vc se dane. (não você que lê isso, mas você que tentou me sacanear. hehe). Cansei de gente assim. Quero que todas se explodam. Se eu puder assistir de camarote será lindo. Se eu tô sozinha? Não, felizmente conheço bastante gente que está nestes 3% aí.

Cansei de Murphy também, vá lá.

Muitas vezes eu acho que sou grossa, que tenho fogo nas ventas, que atiro meu coice à revelia. Sagitariana com ascendente em áries, penso eu. Hoje, eu tenho certeza de que não sou assim. Não sou só assim, tudo bem. Cara, eu sou uma das raras pessoas que deseja um bom dia ao cara que vende bilhete no trem. Ele fica todo felizinho quando me vê chegando. E eu me orgulho disso. Mesmo. Eu cumprimento todos os porteiros do meu prédio. E eles me adoram. Maaaaaaaas, armo, sim, meu coice quando pedem. E, gente, na boa, eu não sei o que ocorre com as pessoas (ou se eu sou pára-raio de abusados).

Vou contar dois pequenos extratos do que me ocorreu estas duas ultimas semanas. Atentem:

Estou lá, feliz e faceira, num domingão no msn. Entra um sujeito e me manda um

- quero te comer.

OI? Vem cá, não vai me dar nem um (brega) -BOM DIA, FLOR DO DIA? Não? Hmmmm.

Bom, e eu nem fui grossa de cara. Expliquei que agora eu estava a fim de romance, o que, traduzindo, quer dizer: - Filho, não vai rolar porque eu já conheço este roteiro. Na hora até que vai ser legal, mas depois não vai rolar nem um cafuné, eu vou ter que escutar você falando de outras mulheres, vou ter que achar isso tudo muito normal, afinal "somo amigos". Não, obrigada, passo a vez... O fulaninho sentiu-se ofendido. Eu me senti culpada até hoje. Hoje, mando-lhe um sonoro: CAGUEEEEEEEI. E apertei o delete. Menos um a ocupar meu tempo com tranqueira.

Segundo caso.

Tô mais uma vez no msn. Surge um segundo: - E o reveillon, vai fazer o que? vai viajar? Respondo que, a princípio, não, mas que não sabia ainda. Ele lança um: -Não quer vir pra cá dia 30, e vamos para o Rio dia 31? (onde o "cá" é um OU-TRO ES-TA-DO DA FE-DE-RA-ÇÃO).
Bom, não posso dar mais detalhes deste segundo caso, mas digamos que a noção passou longe. O cara sentiu-se ofendido porque eu não disse "noooosa, vou me atirar correndo nos seus braços". Pergunto: por que eu deveria fazer isso? A pergunta é séria: se alguém tiver a resposta, por favor, me ilumine com vossa sapiência.

Minha primeira (e única) hipótese é que as pessoas não querem trabalho. Em todos os sentidos. Mas, alou, brasil, viver é trabalho. Levantar cedo, tomar banho, ir ganhar seu dinheiro, voltar pra casa, resolver seus problemas íntimos (ou, pelo menos, permitir se encontrar com eles de vez em quando). Cara, tudo isso é trabalho. E não adianta fugir, porque se a gente finge que não vê daqui, ele volta MAIOR E COM CARA DE MONSTRO DO ARMÁRIO dali. Mas, não. Vamos tomar um prozac, viagra, um rivotril, um doce. Vamos alugar uma xereca, um piru, uma distração qualquer que nos faça esquecer um pouco do monte de cocô onde estamos nos afundando. Vamos ser felizes full time. De mentirinha, mas vamos. Vamos passar batidos do que nos faz gente.

Não sou assim, ok? Não facilito mais a vida das pessoas. Eu dou trabalho porque eu trabalho em mim pra caceta. Dez anos de análise. DEZ. Talvez um carro que eu poderia ter comprado. Mas, na boa, me saber assim não tem preço. Recomendo análise em vez daquele astra que você estava de olho.

É isso.



(ah, eu sei. é injusto este texto aqui. as pessoas que me leem são sempre muito doces comigo, sempre. mas eu precisava escrever sobre isso. se vc se sentiu ofendido, pode me xingar. :~)

4.12.09

Untitled

Eu sou difícil.

Igual a qualquer pessoa.

:)

(e usando o BLOGO! Aeeee!)


8.11.09

Você já teve a sensação de que a vida não cabe em você, não cabe no dia, no tempo que você tem acordado?
Justamente.
:D

31.10.09

a esperança é a última que morre.

Carolina,

Você tem quase 30 anos. Já está na hora de se convencer que a vida não é uma comédia romântica.

Grata.

(eu não perco a esperança de que, lááá no fundo, seja)

16.10.09

para eu nunca mais esquecer quem já fui

SEM FANTASIA:

Oi.

meu nome é ana carolina. tenho 29 anos, mas envelheci mesmo aos 8, depois que meu pai morreu. tolice do cacete. não, nem tanta tolice assim. É que a porrada foi tão grande que não tive outra alternativa. aos 8 anos eu era mais velha do que sou agora e, pra mim, naquele momento, a vida se tornou um troço muito, muito sério. demorou uns anos pra eu perceber que não precisava ficar com a cara trancada pra ser gente grande (às vezes a gente faz estas confusões, né?). acho que foi no carnaval de olinda que descobri isso. eu estava bonita naquela época... 21 anos. lá rocei de leve na felicidade e, junto com ela, veio o sorriso, a liberdade da juventude.

hoje eu sou uma bobona que chora com pieguice e que gosta de música ruim. ah, como eu queria que a minha vida fosse mais colorida com pieguices. gosto de músicas que me tocam, seja uma velhona do nirvana que descobri anteontem (love buzz, ótima!), rain, da madonna, essa do wilco que tá tocando agora, aquelas da amy, principalmente as que falam de bebedeiras.tem uma em que ela fala que chorou por ele no chão da cozinha. eu já chorei no chão do corredor; no tanque lavando roupa; na frente do computador abraçada ao joelho; alto, trancada no meu quarto pra ouvirem; com o chuveiro ligado pra ninguém ouvir; agarrada com o travesseiro do meu pai, sentindo o cheiro dele ainda lá pra matar a saudade. já chorei no ônibus voltando pra casa, já chorei em avião e em ônibus interestadual. ultimamente, choro escrevendo. É bom acessar a dor assim, fazendo alguma coisa dela. alguma coisa bela.

tenho saudade daquilo que ainda não vivi. tenho saudade do que eu fantasiei mas que a realidade, essa impiedosa, me tirou. tenho saudade do que ficou no passado. tenho saudade do futuro.

tenho problemas com desapego. não gosto de pessoas saindo da minha vida. mas aprendi, na marra, que algumas pessoas saem da nossa vida e pronto. outras hão de entrar. amém.

tenho dificuldade de falar sobre a minha mãe. É tanta admiração que fica difícil colocar em palavra. gosto quando ela gargalha, gosto quando conversamos. gosto quando vejo que ela é querida por um monte de gente. tão bonita, tão corajosa, tão íntegra, tão alegre.

meu irmão se mudou e sei hoje que, sem ele aqui, sou muito mais só. sinto saudade.

leio menos que gostaria. li pouquissimos clássicos, mas baixei a obra completa de dostoievski. não li. já li paulo coelho, sidney sheldon e lya luft. achei memórias póstumas de brás cubas um saco. não entendo bem a do jorge amado. gosto de joão ubaldo ribeiro. gosto do filho dele também. rá. leio lacan. não entendo. leio de novo. amo ler freud. amo gabriel garcia márquez. chorei copiosamente com a menina que roubava livros. amo caetano. não muito o chico. não tive paciência pra pontuação do saramago. amo maria bethânia. amo vinicius de moraes e mário quintana. amo woody allen. não gostei de vicky cristina barcelona. não conheço nada de cineastas renomados. amo a arte que é acessível. não gosto de punhetas intelectualóides. não gosto de quem caga regra sem saber.

dos homens, o que me atrai é a voz, a mão e o modo como alguns honram o que carregam entre as pernas. homem tem que ser homem. ponto.

eu quero ser dj. quero ser escritora. acho que não tenho talento pra nenhum dos dois. dane-se eu.

queria que a vida fosse mais palatável. ou que eu fosse mais alienada. não, mentira. queria, não.

quero muito, quero sempre. gosto de palavras que remetem ao absoluto: tudo, sempre, muito. gosto de pronomes possessivos: meu, tua, nosso.

abraço quando amo. gargalho quando estou alegre. brigo quando tenho raiva. me encolho e calo quando fico triste. tiro meu time de campo quando saco que não rola. não sou polida. e, às vezes, acho que sou mais transparente do que deveria ser.

basicamente, é isso.

15.10.09

sobreviver até que é fácil. dormir, acordar, comer, pagar contas, ganhar dinheiro. até que é fácil. duro, mas fácil

viver é dificil.

é necessário algum artifício. algum perfume, alguma cor.

cada um com o seu, é claro.

Eu, por exemplo, invento amores. ah, invento. tão melhor viver apaixonada... nem que seja só por uma idéia. uma idéia que existe na minha cabeça sem a menor pretensão de acontecer, sei muito bem. E quando eles passam, convivo com a minha desrealização até encontrar uma invenção nova.

28.9.09

loop.

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

(futuros amantes , chico buarque)

15.8.09

Pequena indagação gigantesca

Por que dói tanto fazer o que há de ser feito? A gente protela, olha de tangente, finge que não está nem aí, lalarilala. Mas uma hora... ah, ela sempre chega. Não dá mais pra fugir, é isso, então tá combinado. Feito.

E este sábado que está tão bonito... nem combina com o meu avesso.

Se alguém aí tiver uma resposta pra minha pergunta (ou se apenas quiser apenas dividir sua dor comigo), por favor, entre em contato.
_____

E aí, o Lepre me apronta isso lá nas suas notas bonitas. Posso, não, gente. Cuidado com os caquinhos de moça aqui.

Eu ando tão dodói
Mas tão dodói
Que quando ando dói
Quando não ando dói
Meu corpo todo dói
Tendão dói
Dedão dói
Pomo-de-adão dói
Ouvido dói
Libido dói
Fígado dói
Até meu dom dói
Pois quando canto
Não importa o tom dói.

(Luiz Tatit)