3.11.08

Pretérito de um futuro mais-que-perfeito.

E eu choraria sereno, fino. Quieta. Aquelas lágrimas impossíveis de amor vertendo, condensado. E você já saberia que, em casos como esse, aconselhável é não falar. Apenas me tomaria como coisa certa, coisa nova. E, com toda a calma que esse momento pediria, me redescobriria devagar: meu rosto, cabelo, minha orelha, nuca e me faria devagar qualquer coisa emocionada.

De sopetão, livraria-se dos lençóis e levantaria-se da cama. Voltaria-se sorrindo e terno e, como se eu fosse criança boba sem entender o porquê daquilo, faria “peraí”, sacudindo pequeno a palma da mão aberta. Eu ficaria ali na sombra do teu sorriso, te admirando orgulhosa. E você nem se demoraria escolhendo o CD.


Discover Nina Simone!
(aperte o play!)



Voltaria-se com passos rápidos e, antes que o piano começasse a tocar, me estenderia a mão. Levantaria-me e te abraçaria com toda vontade que pudesse reunir ali. E dançaríamos tanto e tão miúdo, que até perderia a conta do tempo.

Nenhuma palavra precisaria ser evocada e eu saberia que a escolha a certa.


4 ficando fora de si:

Jana disse...

A sensação que tive ao ler foi de um sonho bom.

beijo

Dri disse...

Ai. Lindo. Deu dorzinha no coração.
Beijos - e já tá adicionada também! Viva!
Dri

Pedro disse...

Lindo isso, Karooo! Sei nem o que dizer. Triste e doce. Pode?

Mariano disse...

Pareceu fim de filme...